A Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF) está prestes a se tornar um novo centro de efervescência para a avicultura caipira. Uma iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) visa fortalecer a cadeia produtiva local, impulsionando a economia e gerando oportunidades para pequenos produtores rurais. A proposta é estruturar o terceiro polo da Rota da Avicultura Caipira no país, abrangendo o DF, municípios goianos e mineiros.
Recentemente, uma oficina estratégica reuniu em Planaltina (DF) diversos atores-chave: produtores, representantes de cooperativas, instituições de ensino e pesquisa, além de gestores públicos. O objetivo principal foi traçar estratégias conjuntas para consolidar a avicultura caipira como um pilar do desenvolvimento econômico sustentável na RIDE-DF, garantindo emprego, renda e segurança alimentar para a população.
Integração e Inovação para o Desenvolvimento Rural
Durante o evento, foram discutidos mecanismos para otimizar a organização produtiva, fomentar a inovação no setor e estreitar os laços entre produtores, instituições acadêmicas e órgãos governamentais. A consultora da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Regional do MIDR, Caroline Costa, enfatizou o papel da estratégia das Rotas de Integração Nacional neste processo. Segundo ela, a unificação de esforços é crucial para aprimorar a competitividade do setor e apoiar os trabalhadores rurais, ampliando as oportunidades de crescimento econômico e social nas comunidades envolvidas.
Para os produtores, a iniciativa representa uma luz no fim do túnel para desafios antigos, especialmente a comercialização. Marcos de Oliveira Soares, produtor de Vila Boa (GO), destacou a importância do encontro para orientar pequenos criadores sobre a regularização e o acesso a mercados mais amplos. Com um plantel de cerca de 100 galinhas, Marcos produz aproximadamente 50 ovos por dia e vê na organização coletiva, como cooperativas e marcas próprias, a chave para agregar valor à produção e superar as dificuldades de venda legal e segura.
Priscila Barbosa Leite, produtora de Formosa (GO), que iniciou sua atividade de forma modesta e hoje possui cerca de 500 aves, também celebrou a chegada do polo. Ela ressaltou a carência de infraestrutura adequada para o abate de aves, um gargalo que limita o crescimento e a comercialização. A expectativa é que a criação do polo traga avanços significativos na segurança sanitária e amplie o mercado consumidor para os pequenos produtores da região, consolidando a avicultura caipira como um motor de progresso para o Entorno do DF.
