A direção nacional do partido Democracia Cristã (DC) confirmou nesta quinta-feira (21) a expulsão do pré-candidato à presidência da República, Aldo Rebelo. A medida foi tomada após o político tecer duras críticas ao presidente da legenda, João Caldas.
O processo disciplinar contra Rebelo foi instaurado depois que ele manifestou publicamente seu descontentamento com a decisão do partido de substituir sua pré-candidatura pela do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa.
Rebeldia e Repercussão
Em comunicado oficial, a alta cúpula do DC repudiou veementemente as declarações de Rebelo. O texto enfatiza que as atitudes e manifestações do político na imprensa não se alinham aos valores e princípios do partido, que busca um Brasil mais solidário e desenvolvido.
O documento da direção partidária detalhou que, após várias tentativas de conciliação que foram frustradas pela intransigência do filiado, e diante das sérias evidências que desrespeitam os estatutos do partido, foi determinada a abertura de um processo disciplinar. Este procedimento culminará na sua expulsão imediata e na comunicação da desfiliação à Justiça Eleitoral.
Aldo Rebelo, em entrevista ao portal Poder360, afirmou que a “candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta a tudo que defendo como relações políticas”. Ele completou, indicando que, caso surjam impedimentos à sua pré-candidatura, recorrerá à Justiça. Rebelo ainda recordou que Joaquim Barbosa havia se filiado ao PSB em 2018 para concorrer ao pleito, mas optou por desistir meses antes do início da corrida eleitoral.
